Conselho Tutelar atuou antes de bebê ser morta em Mato Grosso
Órgão de proteção acompanhou consultas médicas da vítima anteriormente, mas não detectou risco iminente antes do crime.
A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou as investigações sobre a morte de uma bebê de apenas dois meses, ocorrida no último domingo na cidade de Sinop. A autoridade policial programou depoimentos de representantes do Conselho Tutelar para esclarecer a atuação do órgão no acompanhamento da família antes do crime.
Registros indicam que o Conselho Tutelar foi acionado em duas oportunidades distintas para acompanhar consultas médicas da vítima. Apesar da intervenção prévia, os conselheiros avaliaram na época que não havia indícios suficientes de risco iminente à vida da criança, resultando apenas em advertência para a mãe e notificação formal direcionada à avó.
O laudo pericial de necropsia revelou que a menina enfrentava um quadro severo e prolongado de desidratação e subnutrição. Além da condição debilitada decorrente da paralisia cerebral, profissionais de saúde constataram sinais evidentes de falta de higiene e descaso com os cuidados básicos de subsistência.
Quando a vítima foi levada novamente à Unidade de Pronto Atendimento André Maggi, o socorro médico constatou que o óbito havia ocorrido pelo menos sessenta minutos antes da chegada ao local. O exame técnico posterior confirmou que a causa da morte foi estrangulamento.
O delegado responsável pelo caso informou que o pai e a mãe negaram participação no estrangulamento durante os interrogatórios. O homem e a adolescente foram detidos e autuados por homicídio qualificado e ato infracional análogo ao mesmo crime, enquanto a apuração policial prossegue no estado.















