Doenças respiratórias exigem atenção aos sintomas em Mato Grosso

Especialista aponta que quadros virais e alérgicos compartilham sinais parecidos, tornando exames laboratoriais essenciais para o tratamento adequado.

Por Redação • 24/07/2026 09:35 152 acessos
Doenças respiratórias exigem atenção aos sintomas em Mato Grosso

O período mais frio do ano traz consigo uma elevação nas ocorrências de enfermidades que atingem as vias aéreas. Registros da Fundação Oswaldo Cruz apontam mais de 82 mil ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave em território nacional neste momento sazonal. Embora manifestações como coriza, febre, tosse e obstrução nasal sejam frequentes, elas podem indicar diferentes problemas de saúde, variando desde gripes e infecções por coronavírus até sinusite e crises alérgicas.

De acordo com a médica infectologista Luciana Campos, vinculada ao Sabin Diagnóstico e Saúde, o principal obstáculo no atendimento é a sobreposição de sinais clínicos entre essas patologias. Por essa razão, a profissional destaca a relevância de observar a duração do quadro e recorrer a investigações laboratoriais quando necessário. Testes moleculares do tipo RT-PCR e painéis respiratórios auxiliam na detecção precisa de patógenos virais e bacterianos a partir de uma única coleta.

Determinadas características ajudam a orientar as hipóteses clínicas antes do resultado dos exames. Quadros gripais costumam iniciar de forma súbita com febre alta, dores de cabeça, mal-estar generalizado e dores musculares intensas. Já a covid-19 apresenta manifestações variadas, que podem incluir tosse e alteração no paladar ou olfato. A sinusite manifesta-se por pressão na face e secreção espessa por mais de dez dias, enquanto as alergias causam coceira e espirros, geralmente sem febre.

A busca por atendimento médico torna-se imprescindível diante de sinais de alarme como dificuldade para respirar, febre prolongada ou agravamento dos sintomas. Grupos mais vulneráveis, a exemplo de gestantes, crianças, idosos, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades, precisam de monitoramento rigoroso. A especialista lembra ainda que o diagnóstico preciso evita o uso inadequado de antibióticos para infecções virais, reforçando a importância da vacinação anual e da higiene das mãos como barreiras de prevenção.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Notícias Interativa e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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