Operação mira dupla por golpe em reformas de móveis em Cuiabá

Esquema criminoso utilizava redes sociais para atrair clientes com falsas promessas de restauro de estofados e exigia pagamento antecipado.

Por Redação • 14/10/2026 14:52 • 2 acessos
Operação mira dupla por golpe em reformas de móveis em Cuiabá

A Polícia Civil deflagrou uma nova etapa investigativa em Cuiabá para desarticular um esquema fraudulento voltado a cobranças por serviços de tapeçaria que nunca eram realizados. A ação policial resultou no cumprimento de ordens de prisão contra dois homens, com idades de 45 e 27 anos, apontados como os principais operadores das fraudes que atingiram consumidores na capital do estado.

De acordo com o apurado pelas autoridades, um dos mandados foi cumprido diretamente no sistema prisional, uma vez que o suspeito já estava detido preventivamente desde a primeira fase da investigação, realizada em abril. O modus operandi da dupla consistia em impulsionar anúncios em redes sociais oferecendo restauração de sofás e poltronas com valores muito abaixo da média de mercado e prazos de entrega acelerados.

Após convencerem os clientes, os investigados se deslocavam até as residências para recolher os estofados e exigiam quitação antecipada via cartão de crédito ou transferência instantânea. Em vez de realizarem o serviço, os suspeitos retinham os bens, deixando de devolver os móveis ou entregando-os completamente danificados e abandonados em galpões utilizados pelo grupo criminoso.

O inquérito policial contabiliza ao menos 21 vítimas diretas em Mato Grosso, afetando principalmente famílias de baixa renda e idosos que comprometeram parcelas expressivas do orçamento doméstico. Para dificultar o rastreamento pelas forças de segurança, os investigados alteravam frequentemente endereços comerciais, nomes empresariais e publicavam coordenadas falsas na internet.

Diante da reincidência e da gravidade dos prejuízos, a Justiça determinou não apenas as prisões preventivas, mas também a proibição total para que ambos exercitem qualquer atividade comercial ligada ao ramo de tapeçaria. Os envolvidos poderão responder criminalmente por estelionato qualificado, cuja pena pode alcançar até oito anos de reclusão, enquanto as apurações continuam para identificar novos prejudicados na cidade.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Só Notícias e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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