Mauro Mendes aponta desequilíbrio político em Mato Grosso
Candidato ao Senado afirma que estados produtores do Centro-Sul ficam em desvantagem no Congresso e questiona estrutura administrativa.
O cenário político nacional gera desvantagens significativas para o estado de Mato Grosso, segundo avaliação do ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União). Para ele, a forte articulação de parlamentares das regiões Norte e Nordeste no Congresso Nacional cria barreiras para uma divisão mais justa de recursos financeiros entre as unidades da federação.
Mendes pontuou que a atual formatação do pacto federativo entrega maior poder de influência a territórios menos produtivos. Como exemplo, o político mencionou a distribuição de cadeiras no Senado, onde cada estado tem direito a três representantes, cenário que facilita a formação de maiorias regionais nas votações e deliberações de interesse coletivo.
O candidato também direcionou críticas ao modelo tributário discutido recentemente, apontando que localidades nordestinas e nortistas adotaram estratégias para elevar a arrecadação própria e garantir vantagens na compensação de perdas da reforma. Na visão dele, Mato Grosso lida com alíquotas desfavoráveis de ICMS frente a esse panorama de disputas fiscais.
Além da discussão sobre o orçamento federal e estadual, o político colocou em pauta a necessidade de enxugar a máquina administrativa local. Ele sugeriu a eliminação de cidades com contingente populacional muito reduzido, argumentando que a manutenção de estruturas completas de prefeituras e Câmaras Municipais em localidades diminutas gera desperdício de verbas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a medida sugerida poderia impactar diretamente pequenos territórios mato-grossenses. Entre os exemplos citados estão Araguainha, que abriga 989 moradores e figura como a menor cidade do estado, além de Reserva do Cabaçal e Serra Nova Dourada, ambas com menos de dois mil habitantes.















