Lixo lidera criadouros do Aedes aegypti em Barra do Garças
Inspeção recente em imóveis urbanos revela onde estão os principais focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Um levantamento epidemiológico conduzido em Barra do Garças apontou o descarte incorreto de resíduos como o principal fator para a proliferação do Aedes aegypti no município localizado em Mato Grosso. A ação fiscalizatória vistoriou quase duas mil edificações divididas em cinco regiões distintas ao longo do final de agosto.
Os agentes de saúde constataram que os maiores índices de infestação se concentram em um grupo específico de bairros, englobando localidades como Alto da Boa Vista, Jardim Araguaia, Serrinha e Vila Santo Antônio. Nesses locais, embalagens plásticas, vasilhames de vidro, sucatas e latas despontaram como os recipientes mais perigosos por reterem água da chuva.
Além dos detritos deixados ao ar livre, a varredura encontrou grande quantidade de focos em depósitos móveis mantidos no interior dos domicílios. Vasos de flora ornamental, pratos coletores, recipientes para dessedentação animal e reservatórios de obras exigem atenção constante e dependem exclusivamente da participação ativa da comunidade para sua remoção.
O cenário acende um alerta vermelho devido ao retorno gradual das precipitações pluviométricas na região. Mesmo na fase inicial do ciclo chuvoso, qualquer acúmulo temporário de líquido já serve para acelerar o desenvolvimento de novas gerações do vetor responsável pela transmissão de enfermidades como dengue, zika e chikungunya.
Estatísticas oficiais compiladas até a trigésima quarta semana epidemiológica mostram que a cidade acumulou mais de mil notificações de dengue, além de dezenas de ocorrências envolvendo chikungunya e zika. Diante desse panorama, autoridades sanitárias recomendam vistorias semanais em residências e quintais para bloquear a expansão do inseto antes de novos surtos.















