Eleição da AMM em Mato Grosso avança, mas urnas seguem lacradas
Decisão judicial autoriza coleta de votos restantes na sede da entidade, porém impede contagem e proclamação do resultado até nova ordem.
A disputa pelo comando da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) ganha um novo capítulo nesta quarta-feira com a realização de uma sessão complementar de votação na sede da entidade, localizada no estado de Mato Grosso. O pleito, contudo, permanece envolto em mistério, já que a Justiça determinou que os resultados não sejam divulgados.
A medida foi estabelecida pelo desembargador Hélio Nishiyama, integrante do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que permitiu apenas que os prefeitos associados aptos e que ainda não haviam participado pudessem registrar suas preferências. A coleta dos votos ocorre entre as 14h15 e as 17h, exclusivamente para este grupo.
Conforme as diretrizes judiciais estabelecidas, o processo eleitoral havia sido paralisado em 16 de setembro, ocasião em que 99 votos já haviam sido computados e guardados em uma urna devidamente lacrada. Esta primeira caixa coletora continuará fechada, sem qualquer tipo de contagem ou conferência.
Para receber os sufrágios desta quarta-feira, uma nova urna foi disponibilizada e também precisará ser lacrada logo após o término da sessão. A determinação do magistrado proíbe expressamente a abertura de ambos os recipientes, a totalização dos dados, bem como a homologação da chapa única concorrente.
A chapa em questão é encabeçada pelo atual presidente da instituição, Hemerson Lourenço Máximo, conhecido como Maninho, que busca o comando da entidade para o triênio 2027-2029. Enquanto a votação ocorre normalmente para os gestores municipais, a apuração definitiva e o conhecimento do vencedor ficam condicionados a futuras deliberações judiciais no estado.















