Irmã de réu por feminicídio em Sorriso minimiza crimes
Declarações atribuídas à irmã do réu revelam tentativa de atenuar a brutalidade do feminicídio e da agressão contra a própria filha no estado.
Um episódio revoltante veio à tona no andamento das investigações sobre o feminicídio que chocou moradores de Sorriso, no estado de Mato Grosso. Familiares do engenheiro agrônomo apontado como autor do assassinato da esposa e da tentativa de homicídio contra a própria filha passaram a ser alvos de críticas severas devido a posturas adotadas após a tragédia.
Documentos anexados aos autos indicam que parentes do réu tentaram atenuar a dimensão dos crimes cometidos. Entre as manifestações registradas pelas autoridades, uma frase em específico chamou a atenção pela falta de empatia e pelo teor minimizador diante da gravidade dos atos violentos praticados.
Fernanda Francieli Frasson, irmã do acusado, teria comentado sobre o ocorrido com a seguinte declaração: “Foi trágico, mas pode acontecer”. A fala gerou forte repercussão negativa entre os envolvidos na apuração e na sociedade local, que acompanham com indignação o desdobramento judicial do caso.
O crime brutal vitimou fatalmente Gleici Keli Geraldo de Souza, além de colocar em risco imediato a vida da criança, filha do casal. A tentativa de justificar a violência extrema como um evento corriqueiro ampliou a revolta pública em relação ao comportamento da família do agressor perante a perda irreparável.
As autoridades continuam a monitorar os desdobramentos processuais enquanto o réu permanece responsabilizado pelas acusações de feminicídio e tentativa de homicídio. A postura defensiva adotada por pessoas próximas ao acusado evidencia os desafios enfrentados no combate à violência contra a mulher na região.















