Barra do Bugres decreta emergência por risco em ETAs em MT

Decisão foi tomada pela prefeitura após laudo técnico apontar quatro décadas de desgaste sem reformas significativas nas unidades.

Por Redação • 04/09/2026 12:00 102 acessos
Barra do Bugres decreta emergência por risco em ETAs em MT

A prefeitura de Barra do Bugres formalizou um decreto de situação de emergência em decorrência da situação crítica e do risco iminente de falha estrutural nas Estações de Tratamento de Água instaladas nos bairros Maracanã e São Raimundo. A medida administrativa foi assinada pela prefeita Maria Azenilda Pereira na última terça-feira e possui vigência inicial fixada em cento e oitenta dias no estado de Mato Grosso.

De acordo com os levantamentos técnicos que embasaram a decisão, as duas unidades de saneamento possuem vazões respectivas de vinte e cinco e trinta e dois litros por segundo. Os relatórios indicam a necessidade urgente de intervenções de recuperação nos âmbitos estrutural, hidráulico, mecânico e operacional para garantir a continuidade do abastecimento na cidade.

A gestão municipal atribui a degradação avançada ao longo tempo de operação das estruturas, estimado em aproximadamente quatro décadas. O desgaste foi intensificado pela ação contínua dos agentes químicos e ambientais inerentes ao processo de tratamento, além da escassez de manutenções corretivas profundas ao longo dos anos.

Com a decretação do estado anômalo, a administração municipal ganha autorização legal para efetuar contratações diretas por meio de dispensa de licitação, voltadas exclusivamente à execução dos reparos emergenciais. Os processos exigem justificativas técnicas, comprovação de idoneidade dos fornecedores e adequação orçamentária dos custos envolvidos.

Paralelamente aos reparos imediatos, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, juntamente com o Departamento de Água e Esgoto, recebeu a incumbência de formular uma alternativa definitiva para sanar o problema hídrico. A fundamentação do decreto também teve como base o parecer emitido pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, que enquadrou o cenário na categoria de colapso de edificações conforme os parâmetros federais.

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