Alan nega pressão por votos e rejeita uso da Seduc em MT

Ex-secretário de Educação afastou acusações de uso de repartições públicas para fins eleitorais e atribuiu polêmicas ao avanço de sua campanha nas pesquisas.

Por Redação • 11/09/2026 16:37 4 acessos
Alan nega pressão por votos e rejeita uso da Seduc em MT

O candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) negou veementemente qualquer diretriz para coagir servidores da rede estadual de ensino a votarem em sua campanha no estado de Mato Grosso. As declarações surgem na esteira do afastamento preventivo de um gestor escolar em Santo Antônio de Leverger, investigado pelo Ministério Público Eleitoral devido a um áudio no qual exigia metas numéricas de sufrágios para o político.

Durante a gravação que motivou a apuração, o profissional da educação menciona a distribuição de metas entre escolas da região e sugere recompensas estruturais, como a construção de uma quadra esportiva, além de insinuar transferências para quem não colaborasse. A Secretaria de Estado de Educação oficializou a suspensão cautelar do servidor por um período de até sessenta dias enquanto corre o procedimento administrativo.

Questionado sobre o caso, Porto negou envolvimento e argumentou que sua proximidade com os profissionais decorre dos anos em que esteve à frente da pasta da Educação, visitando centenas de municípios. Segundo o candidato, o apoio manifestado por professores e servidores reflete o reconhecimento ao seu histórico administrativo, ressaltando que o voto na rede pública é livre de coerção e desprovido de má-fé.

Outro ponto abordado pelo candidato envolveu imagens que apontavam o armazenamento de material de campanha em uma dependência ligada à Diretoria Regional de Educação em Cáceres. Porto rejeitou a premissa e classificou a acusação como falsa, assegurando que os itens estavam guardados na residência particular de um colaborador voluntário da coligação na cidade.

Para o ex-secretário, a exposição recente decorre diretamente do avanço de sua candidatura nas pesquisas de intenção de voto para o parlamento estadual. Sem apontar responsáveis diretos, o candidato avaliou que a repercussão negativa é uma estratégia articulada por opositores políticos incomodados com o seu crescimento na corrida eleitoral.

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