Defesa rebate família de agrônomo após vazamento em Sorriso
Representante jurídico afirma que mídias não constam em autos sigilosos e promete novas publicações sobre o caso que chocou o estado.
A polêmica em torno do assassinato de Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, e do ataque desferido contra a própria filha ganhou novos desdobramentos na última sexta-feira (11). O causídico Rodrigo Pouso Miranda veio a público se posicionar contra as recentes contestações apresentadas pelos parentes do engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, autor apontado dos crimes na cidade de Sorriso.
A reação da defesa acontece logo depois que o irmão do suspeito compareceu a uma delegacia da Polícia Civil. Na ocasião, os familiares argumentaram que os arquivos visuais compartilhados na internet fariam parte de investigações acobertadas por sigilo judicial, exigindo providências das autoridades para a remoção imediata do conteúdo da rede.
Em resposta às acusações, o representante legal negou categoricamente qualquer irregularidade na exposição das mídias. Segundo a argumentação apresentada, os registros veiculados publicamente não integram a fatia processual protegida pelo segredo de Justiça, rechaçando a tese de vazamento ilegal levantada pelos parentes do réu.
A disputa sobre a publicidade das imagens intensifica a tensão jurídica em torno do inquérito que apura a morte da mulher e a agressão com arma branca contra a adolescente. O episódio gerou grande repercussão em todo o estado de Mato Grosso, mobilizando órgãos de segurança e operadores do direito na busca por celeridade e transparência na apuração dos fatos.
Encerrando seu pronunciamento, o advogado responsável pela defesa indicou que pretende adotar novas providências jurídicas nos próximos dias e sinalizou que mais gravações poderão vir a público. A declaração mantém o caso em evidência na rotina policial do município, enquanto o processo segue seu trâmite regular na comarca local.















