Advogado nega violência de gênero após confusão em condomínio de Cuiabá
Profissional alvo de restrição judicial afirma que desentendimento começou por causa de barulho de araras e suposta falta de higiene com dejetos de cães.
Um advogado alvo de ordens restritivas expedidas pela Justiça manifestou surpresa e indignação diante das determinações legais impostas contra si. A decisão ocorreu após um desentendimento virtual em um grupo de moradores de um condomínio situado na capital mato-grossense, iniciado a partir de reclamações sobre animais silvestres mantidos no local.
De acordo com a defesa, a controvérsia teve início quando vizinhos questionaram o barulho gerado por araras criadas pela companheira do profissional, apontando ainda supostas infrações às normas internas do residencial. Em resposta às queixas, o advogado, que não reside oficialmente no condomínio, argumentou que o incômodo com as aves deveria ser ponderado frente a problemas antigos de salubridade, mencionando dejetos deixados por cães de outros moradores em áreas compartilhadas.
A discussão virtual escalou para ofensas mútuas, culminando em uma denúncia formal registrada por uma vizinha, que também atua na área jurídica. Como resultado, o profissional foi submetido a restrições que incluem a proibição de aproximação e de contato com a vítima, seus familiares e testemunhas, além de restrições de acesso ao local de trabalho e residência da envolvida.
Por meio de nota oficial emitida por sua assessoria, o investigado rechaçou qualquer acusação de violência de gênero, classificando a medida cautelar como descabida. O comunicado sustenta que o debate restringiu-se a divergências de convivência condominial e problemas de higiene ambiental, salientando que medidas legais estão sendo adotadas para resolver as questões estruturais e de uso de áreas comuns no residencial.















