Primavera do Leste entrou na rota de operação contra drogas
Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais identificou uma rede criminosa com atuação interestadual. Nova fase cumpriu 15 medidas judiciais em São Paulo, Bahia e Pernambuco.
Uma investigação sobre uma organização criminosa suspeita de produzir e distribuir maconha em larga escala pelo Brasil também alcançou Primavera do Leste, em Mato Grosso. O município foi incluído entre os alvos de uma operação realizada em julho, durante uma etapa das apurações que buscam desarticular a estrutura logística e financeira do grupo.
O caso voltou a avançar nesta quinta-feira (29), com a deflagração da Operação Ramos Secos, coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A nova ofensiva cumpriu 15 medidas judiciais nos estados de São Paulo, Bahia e Pernambuco, contra pessoas suspeitas de participar do esquema de cultivo, beneficiamento e transporte interestadual de entorpecentes.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, cinco pessoas foram presas nessa fase. Duas foram localizadas em Lagoa Grande, em Pernambuco, uma em Lauro de Freitas, na Bahia, e outras duas nas cidades paulistas de Campinas e Sumaré.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um veículo de alto padrão, um drone, aparelhos celulares e uma arma de fogo. A operação também contou com a participação das forças de segurança dos estados envolvidos.
A ligação de Primavera do Leste com a investigação ocorreu em 9 de julho, quando a Polícia Civil mineira realizou a Operação Primeira Poda. Na ocasião, mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em municípios de Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso.
Mais de 80 policiais civis participaram daquela mobilização, que teve como objetivo avançar sobre uma organização suspeita de manter plantações de maconha e estruturar a comercialização da droga em diferentes regiões.
A operação também atingiu endereços em Contagem e Vespasiano, em Minas Gerais, além de Teixeira de Freitas e Itamaraju, na Bahia. Primavera do Leste apareceu entre as cidades incluídas no cumprimento das ordens judiciais.
As apurações tiveram início após a descoberta de uma plantação com aproximadamente 30 mil pés de maconha, em maio de 2026, em uma propriedade rural entre Virgem da Lapa e Coronel Murta, em Minas Gerais.
Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram outras áreas utilizadas pelo grupo. Em Francisco Sá, foram apreendidas 1,8 tonelada da droga em uma estrutura que contava com sistema de irrigação, geradores, placas solares e equipamentos específicos para o processamento da maconha.
Outro episódio chamou a atenção das autoridades em agosto, quando uma plantação com aproximadamente 60 mil pés foi descoberta em Cachoeira de Pajeú, também em Minas Gerais.
Ao longo da investigação, cerca de sete toneladas de maconha foram encontradas em cinco áreas de cultivo, e 12 pessoas já haviam sido presas em etapas anteriores, conforme o balanço divulgado pela Polícia Civil.
A Operação Ramos Secos é um desdobramento da investigação denominada Erva Daninha. A partir das informações reunidas, os policiais conseguiram identificar novos suspeitos, especialmente pessoas apontadas como responsáveis pela logística e pelo transporte da droga produzida nas plantações.
A investigação é coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Araçuaí, em Minas Gerais, com participação de diferentes unidades policiais e apoio das forças de segurança dos estados onde ocorreram as operações.
A inclusão de Primavera do Leste entre os municípios alcançados pelas diligências evidencia o alcance interestadual da apuração, que busca identificar os envolvidos nas diferentes etapas do esquema criminoso.














