Justiça manda apagar ataques a Léo Bortolin em 24 horas

Por Everton Plinio Martiny • 07/04/2026 18:10 105 acessos
Justiça manda apagar ataques a Léo Bortolin em 24 horas

A disputa entre Léo Bortolin e Adriano Carvalho ganhou um novo capítulo e deixou o ambiente das redes sociais para chegar à Justiça. A decisão liminar foi direta: as publicações consideradas ofensivas devem ser apagadas em até 24 horas, sob pena de multa. 

De acordo com o processo, a determinação judicial obriga Adriano Carvalho a excluir conteúdos direcionados ao ex-prefeito, após o entendimento de que as postagens extrapolaram a crítica política e passaram a atingir a esfera pessoal. Entre as expressões apontadas estão termos como “desempregado” e “sem profissão”, além de acusações de corrupção e enriquecimento que, segundo a ação, teriam sido feitas sem apresentação de provas.

A decisão reforça um princípio recorrente no Judiciário: a liberdade de expressão não autoriza ataques pessoais. Quando o limite é ultrapassado e há potencial dano à imagem, a intervenção judicial pode ocorrer. Nesse caso, a ordem estabelece multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento, aumentando a pressão para a retirada imediata do conteúdo. 

Além da exclusão das publicações, o investigado também foi proibido de repostar ou repetir as mesmas acusações em qualquer rede social ou aplicativo de mensagens. A medida busca evitar a continuidade da circulação das declarações e reduzir possíveis danos à reputação.

Outro ponto considerado na decisão foi o efeito multiplicador da internet. O processo aponta que as postagens já estavam sendo compartilhadas em grupos com grande número de participantes, ampliando o alcance das mensagens e, consequentemente, o impacto negativo à imagem do ex-prefeito.

O episódio ocorre em clima pré-eleitoral em Primavera do Leste, contexto em que cada publicação ganha peso político e amplia tensões nos bastidores. O que antes era troca de críticas públicas evoluiu para uma disputa judicial com prazo definido, multa estabelecida e determinação liminar em vigor. 

O processo segue em andamento e ainda deve ter novos desdobramentos até a decisão final, mantendo o confronto entre as partes no centro do debate político local.

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