Senado articula barreiras contra exigências da UE na carne em MT
Parlamentares e o setor produtivo buscam estratégias conjuntas para blindar a pecuária nacional contra restrições comerciais europeias.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado intensificou o diálogo com o setor produtivo nacional para traçar estratégias diante das novas diretrizes comerciais impostas pela União Europeia. A articulação busca antecipar possíveis impactos na cadeia de exportação de carne bovina, a poucos dias da entrada em vigor de exigências rigorosas sobre a administração de antimicrobianos na criação de animais.
Representantes de ministérios, do corpo diplomático, de confederações rurais e empresários debateram o assunto em um grupo de trabalho focado no acordo comercial. Para atender aos critérios europeus, o país precisará comprovar que o rebanho exportado não teve contato com substâncias proibidas pelo bloco, o que exigirá um controle detalhado ao longo de toda a cadeia produtiva.
Em Mato Grosso, maior rebanho e principal exportador bovino do país, entidades representativas manifestaram forte oposição às novas normas. Associações do setor sustentam que o sistema sanitário brasileiro já opera sob rígidos padrões científicos e criticam a tentativa de transformar exigências de um mercado específico em obrigações para toda a produção pecuária nacional.
Durante os debates, lideranças políticas e diplomáticas destacaram a necessidade de planejamento de longo prazo e de uma postura firme na defesa da soberania regulatória. A estratégia parlamentar agora foca na abertura de canais diretos de negociação com representantes europeus para assegurar a competitividade das exportações do estado e do país.














