Pivetta rebate Wellington e desafia senador a formalizar denúncia em MT
Chefe do Executivo estadual afirmou que encontros com gestores municipais tratam exclusivamente de demandas administrativas e investimentos.
O governador Otaviano Pivetta rechaçou veementemente as acusações de que estaria coagindo prefeitos municipais a apoiarem sua candidatura à reeleição em Mato Grosso. A polêmica surgiu após declarações do senador Wellington Fagundes, que afirmou ter recebido queixas de gestores filiados ao Partido Liberal sobre supostas ameaças de retenção de verbas de convênios estaduais caso não declarassem alinhamento político.
Durante entrevista concedida na última terça-feira, 8 de setembro, Pivetta classificou as imputações como graves e cobrou uma postura oficial por parte do parlamentar. O chefe do Executivo estadual argumentou que denúncias dessa natureza exigem provas concretas e formalização nos órgãos competentes, minimizando o impacto das declarações feitas pelo adversário político.
O governador defendeu a lisura de sua trajetória administrativa, destacando que nunca utilizou o cargo ou reuniões institucionais para negociar favores eleitorais ao longo de seus sete anos e meio de gestão. Segundo ele, os encontros com prefeitos e prefeitas sempre giram em torno da resolução de problemas estruturais das cidades e do encaminhamento de demandas locais.
Além disso, a autoridade estadual enfatizou que a distribuição de recursos públicos e o atendimento aos municípios ocorrem de forma republicana, sem qualquer discriminação partidária. Pivetta pontuou que o governo estadual presta auxílio a administrações de diferentes matizes ideológicos, desde a esquerda até a direita, focando unicamente nas necessidades da população.
As eleições deste ano em Mato Grosso ganham novos contornos de acirramento com a troca de farpas entre os principais candidatos ao governo. Enquanto a base opositora cobra explicações sobre a condução dos convênios, o Palácio Paiaguás tenta blindar sua imagem ao reiterar o compromisso com a impessoalidade na gestão pública.















