Pivetta descarta risco de impugnação eleitoral em Mato Grosso
Defesa argumenta que cálculo de votos seguiu regras da federação, enquanto o MPE aponta divergência no número de participantes.
O candidato ao governo Otaviano Pivetta tratou como mera especulação a possibilidade de sofrer sanções ou ter sua chapa comprometida por questionamentos da Justiça Eleitoral em Mato Grosso. A polêmica surgiu após o Ministério Público Eleitoral apontar divergências no quórum utilizado pela federação partidária durante a troca de nomes para a disputa eleitoral.
A controvérsia chegou à chapa majoritária após Gisela Simona ser escolhida para ocupar o posto de candidata a vice-governadora, substituindo Fábio Garcia, que retornou ao projeto de disputa pela Câmara dos Deputados. O parecer do procurador regional eleitoral Fabrizio Predebon da Silva, emitido na última sexta-feira, apontou falhas no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários apresentado à Justiça.
Segundo a análise do órgão ministerial, a direção estadual da federação contaria com onze integrantes e exigiria pelo menos seis votos para validar as modificações. Contudo, a lista de presença da reunião que sacramentou a mudança registrou apenas quatro participantes, abrindo prazo de três dias para comprovação do quórum sob risco de indeferimento.
Em contrapartida, a defesa da federação e a própria candidata a vice sustentam que o cálculo da Procuradoria utilizou critérios incorretos ao incluir suplentes na contagem. De acordo com o advogado Rodrigo Cyrineu, o diretório é formado efetivamente por sete membros aptos a deliberar, tornando os quatro votos registrados suficientes para assegurar a legalidade do ato partidário.















