Patrão é preso após atirar em ex-funcionário em Registro

Agressor confessou o crime à polícia, alegando legítima defesa, e escondeu a arma utilizada no atentado dentro de um saco de carvão em sua residência.

Por Redação • 09/10/2026 09:12 • 6 acessos
Patrão é preso após atirar em ex-funcionário em Registro

Um empresário de 29 anos foi autuado em flagrante delito sob acusação de tentativa de homicídio após descarregar uma arma de fogo contra um antigo colaborador na noite de última quarta-feira (7), no interior do estado de São Paulo. A ocorrência foi registrada em um estabelecimento comercial situado na Rua Porto Alegre, na cidade de Registro.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, o atirador foi até o endereço profissional, onde o subordinado residia nos fundos, para oficializar o desligamento laboral. Durante o acerto de contas, o trabalhador de 35 anos teria se apoderado de um facão para intimidar o empregador, embora não tenha desferido nenhum golpe físico.

O cenário de violência escalou quando o ex-funcionário deu as costas e caminhou para longe, momento em que o proprietário sacou um revólver calibre .38 e efetuou cinco tiros na direção dele. A vítima acabou sendo alcançada por quatro projéteis, sofrendo ferimentos na mão, no braço, no ombro e na região posterior da orelha.

Equipes de resgate socorreram o ferido inicialmente para uma unidade de pronto atendimento municipal, de onde ele foi transferido posteriormente para o Hospital Regional de Registro. Naquela casa de saúde, o paciente foi submetido a procedimentos cirúrgicos e segue sob observação médica com estado de saúde considerado estável.

Após o atentado, o autor fugiu dirigindo seu automóvel até a própria moradia, guardando o armamento antes de retornar ao local dos fatos, onde recebeu voz de prisão. Conforme a Secretaria de Segurança Pública paulista, o suspeito admitiu a autoria do ato ilícito sob a alegação de legítima defesa.

Durante diligências na casa do investigado, os agentes de segurança encontraram o revólver escondido no interior de um saco de carvão. O armamento continha seis munições, sendo cinco deflagradas e uma intacta, além de não possuir registro oficial, configurando também posse irregular. O facão mencionado na discussão igualmente foi apreendido pela corporação.

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