Laudo pericial confirma mutilação em professor assassinado em Várzea Grande
Investigação aponta que vítima sofreu ferimento grave com instrumento perfurocortante, enquanto delegado contesta versão de extorsão apresentada pelo assassino.
A Polícia Técnico-Científica confirmou nesta sexta-feira (9) que o professor Breno Humberto de Moraes, de 25 anos, teve a região genital mutilada durante o crime que resultou em sua morte, em Várzea Grande. O exame pericial identificou um corte profundo na bolsa escrotal da vítima, provocado pelo uso de um instrumento perfurocortante, embora os peritos tenham descartado a amputação total do órgão.
O corpo do educador foi localizado em uma região de mata situada no bairro Novo Mato Grosso, nas proximidades da residência onde tanto a vítima quanto o suspeito habitavam. O serralheiro Elias Samuel Delgado, de 26 anos, acabou detido pelas autoridades policiais após admitir sua participação no homicídio que chocou o estado de Mato Grosso.
Durante uma entrevista coletiva concedida nesta manhã, o delegado Bruno Abreu detalhou que o autor confesso alegou motivação passional para o crime. Conforme o depoimento do suspeito, ele vinha sofrendo extorsões constantes por parte do professor, que supostamente ameaçava revelar casos extraconjugais do trabalhador para sua esposa.
O delegado responsável pelo caso, contudo, demonstrou ceticismo em relação à tese apresentada pelo preso. A autoridade policial destacou que uma agressão física violenta dificilmente resolveria o problema das supostas chantagens, havendo a probabilidade de intensificar ainda mais as ameaças feitas pela vítima.
As autoridades continuam as diligências para esclarecer as circunstâncias exatas do assassinato na cidade da região metropolitana. Os investigadores buscam apurar se o ferimento na região íntima foi infligido enquanto o professor ainda estava com vida, além de determinar os métodos definitivos empregados na execução do crime.















