Nova Xavantina: Tribunal do Júri condena réu a 16 anos
Decisão do Tribunal do Júri reconheceu qualificadoras como motivo fútil e violência doméstica; réu participou por videoconferência e está foragido.
O Tribunal do Júri da comarca de Nova Xavantina condenou Adailton de Souza Alves a 16 anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O julgamento ocorreu na última terça-feira, quando o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pela acusação.
Durante a sessão plenária, o caso foi sustentado pelo promotor de Justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e a ocorrência do crime em contexto de violência doméstica e familiar.
De acordo com a denúncia formalizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), o assassinato aconteceu em setembro de 2017. O réu se dirigiu até a residência da vítima, com quem havia mantido um relacionamento e de quem estava separado, e a surpreendeu enquanto ela limpava o quintal.
O laudo pericial apontou que a arma de fogo foi disparada contra o tórax da vítima, atingindo o coração e provocando sua morte imediata. Após cometer o ato, o autor fugiu do local em uma motocicleta, passou na residência de um conhecido e seguiu em direção a Campinápolis, descartando a arma de fogo ao longo do trajeto.
As investigações demonstraram que o crime teve motivação passional, alimentada pelo ciúme e pela rejeição do término da união. Dias antes do homicídio, o homem teria presenciado a vítima abraçando outro indivíduo em um estabelecimento comercial gerido pela filha dela.
A investigação também evidenciou que Maria José foi atacada de maneira repentina e sem chances de reação enquanto desempenhava tarefas cotidianas. Ao término do julgamento, que contou com a participação do réu por meio de videoconferência, a Justiça expediu um mandado de prisão, sendo o condenado considerado foragido.















