Moradora de Cáceres atropelada pede justiça após comemoração
Vítima de atropelamento em rua central de Cáceres cobra apuração rigorosa e relata reflexões sobre intolerância política e respeito às diferenças.
Uma técnica judiciária de 49 anos foi atropelada na noite do último domingo em uma rua lateral da praça Barão do Rio Branco, localizada na região central de Cáceres. O incidente ocorreu por volta das 22h30, no momento em que a vítima deixava o local da comemoração da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para retornar ao seu veículo.
Após o impacto, a mulher desmaiou e recebeu socorro de amigos, sendo encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico. Exames de tomografia realizados no Hospital Regional de Cáceres apontaram fraturas nas paredes anterior e posterior do seio maxilar esquerdo, além de lesão no assoalho da órbita esquerda, com risco de intervenção cirúrgica. Ela também sofreu ferimentos na face, nas mãos e nos pés.
Funcionária do Fórum da comarca local e ativa apoiadora da campanha nas redes sociais, a vítima relatou indignação com o ocorrido. Sofrer um acidente em meio a uma situação de intolerância política é algo que mexe com a gente, não apenas fisicamente, mas também emocionalmente, afirmou. É triste perceber que algumas pessoas ainda não conseguem aceitar opiniões diferentes e, principalmente, lidar com uma derrota política de forma madura.
A vítima acrescentou que ver pessoas de esquerda comemorando não deveria ser motivo para agressividade, ameaças ou qualquer atitude que coloque a vida de alguém em risco. Respeito o direito de cada pessoa ter suas próprias convicções políticas, mas acredito que o respeito precisa existir dos dois lados, pontuou, ressaltando que nenhuma disputa política vale a integridade ou a vida humana.
O caso foi formalmente registrado e segue sob apuração da Polícia Judiciária Civil. O condutor do automóvel ainda não foi identificado pelas autoridades, mas relatos de testemunhas indicam que o veículo envolvido é um carro branco, possivelmente do modelo Up. A moradora pede que eventuais informações ou denúncias sejam repassadas para colaborar com o andamento das investigações e a localização do motorista que deixou o local sem prestar socorro.













