Mauro Mendes aponta conspiração política e cita perseguição em MT
Candidato ao Senado alega que operação policial foi provocada por adversários e aponta estratégia eleitoral para desgastar sua imagem.
Alvo de uma investigação recente da Polícia Federal, o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes declarou publicamente que sua candidatura no estado de Mato Grosso tornou-se alvo de uma conspiração articulada por opositores. A apuração federal investiga um suposto esquema de desvio de trezentos e oito milhões de reais relacionado a um acordo firmado entre a gestão estadual e uma empresa de telefonia.
Por meio de um vídeo veiculado em suas redes sociais na última quinta-feira, o político sustentou que a ofensiva policial teria sido provocada por rivais e criticou duramente a atuação de órgãos de investigação, fazendo paralelo com episódios de perseguição política atribuídos ao Partido dos Trabalhadores contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante o desabafo, o candidato mencionou nominalmente figuras da política estadual, incluindo a deputada estadual Janaína Riva, o ex-governador Pedro Taques, além dos senadores Carlos Fávaro e Jayme Campos. Segundo suas declarações, o grupo teria articulado a denúncia inicial que deu base à apuração, a qual ele classificou como uma reprodução de acusações infundadas.
Mendes também questionou o timing da operação policial, deflagrada a cerca de sessenta dias do pleito eleitoral, apontando que o objetivo seria minar seu projeto político na cidade e no restante do território mato-grossense. Apesar das críticas ao sigilo do inquérito e ao vazamento de informações, o candidato assegurou que prestará esclarecimentos às autoridades e reiterou que não teme o desdobramento das investigações.















