Manifesto em MT contesta Flávio Bolsonaro e reúne 42 entidades
Documento lançado no estado alerta sobre propostas de revisão constitucional e mobiliza eleitores para o segundo turno marcado para outubro.
Um grupo formado por quarenta e duas organizações da sociedade civil em Mato Grosso lançou um documento público com severas críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A iniciativa é liderada pelo Fórum Popular Socioambiental do estado, que aponta riscos severos às instituições democráticas e às políticas voltadas à conservação da natureza caso ocorram mudanças na Constituição.
Êdapto ao pleito do segundo turno agendado para vinte e cinco de outubro, o manifesto recebeu formalmente a assinatura do deputado estadual Lúdio Cabral. A publicação compara os rumos da administração pública federal sob diferentes gestões, elogiando iniciativas voltadas ao combate à fome e à proteção de territórios indígenas durante os governos do Partido dos Trabalhadores.
Entre os pontos de maior preocupação apontados pelas entidades está a intenção atribuída ao candidato do Partido Liberal de promover uma ampla revisão constitucional. Conforme o posicionamento divulgado, tal medida tem potencial para fragilizar direitos previdenciários, garantias trabalhistas, a liberdade de expressão e os mecanismos legais de salvaguarda ambiental.
O documento resgata o histórico de atuação de organizações ligadas à proteção do Pantanal, dos direitos humanos e de povos tradicionais no território mato-grossense, enfatizando a independência partidária da rede. Entre as dezenas de signatárias constam entidades como o Instituto Centro de Vida, a Operação Amazônia Nativa, além de representações regionais de movimentos ligados aos trabalhadores rurais e à pastoral da terra.
Por fim, o manifesto direciona um apelo direto ao eleitorado para combater a abstenção na disputa presidencial. Embora evite um pedido explícito de voto em favor de Luiz Inácio Lula da Silva, a carta reforça a necessidade de participação cívica para assegurar a preservação dos biomas e a estabilidade institucional do país.















