Lúdio acusa bolsonaristas de perseguir cidades de Mato Grosso
Parlamentar criticou apelos virtuais por boicotes e destacou investimentos federais destinados a prefeituras administradas pela oposição.
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram alvos de críticas severas por parte do deputado estadual Lúdio Cabral, que apontou episódios de perseguição política e disseminação de animosidade contra nove cidades do estado de Mato Grosso. Os municípios em questão registraram maioria de votos para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a etapa inicial do pleito presidencial, cenário que motivou reações virtuais de repúdio.
Conforme relatado pelo parlamentar petista, perfis em redes sociais passaram a incentivar retaliações econômicas e sociais contra essas localidades, associando a situação de vulnerabilidade financeira dos moradores locais à preferência nas urnas. Para o deputado, tais manifestações traduzem uma postura sectária que repele a pluralidade de opiniões e busca isolar quem diverge do pensamento político predominante entre os adversários.
Como contraponto às acusações de boicote administrativo, Lúdio enfatizou que a gestão federal tem direcionado recursos e infraestrutura para localidades administradas por siglas opositoras, a exemplo do PL. Entre as iniciativas mencionadas no território mato-grossense estão a implantação de uma maternidade pública em Várzea Grande, além de unidades de atendimento médico em Rondonópolis e Sinop.
O político também pontuou que a cooperação institucional independe de matizes partidárias, citando como exemplo a transferência da concessão da rodovia BR-163 para a administração estadual. A tratativa resultou na liberação de bilhões de reais voltados para obras de duplicação, fruto de entendimentos entre o Palácio do Planalto e o governo estadual em gestões anteriores.
Por fim, o deputado relacionou o episódio digital às diretrizes da disputa presidencial em curso, alertando o eleitorado sobre os riscos de uma eventual administração pautada na exclusão de opositores. O pleito nacional opõe os projetos liderados pelo atual governo federal e pela chapa adversária encabeçada por Flávio Bolsonaro, polarizando o debate sobre o futuro econômico e social do país.















