Juiz nega transferência de coronel apontado em morte em MT
Magistrado entendeu que razões de segurança e andamento processual superam a disponibilidade de vaga em Minas Gerais.
A Justiça negou mais um pleito protocolado pela defesa do coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador do homicídio do advogado Roberto Zampieri. Com a determinação do magistrado José Mauro Nagib Jorge, responsável pela 11ª Vara Criminal de Cuiabá, o réu continuará recolhido no Batalhão da Polícia do Exército, situado na capital federal.
Esta foi a segunda tentativa dos advogados em alterar o local de custódia do militar. Anteriormente, em agosto, o mesmo juízo já havia rechaçado a pretensão de transferi-lo para Belo Horizonte. A defesa argumentava que a unidade mineira dispunha de estrutura adequada, ficava mais próxima aos familiares e atenderia a questões de saúde do acusado.
Nos embargos apresentados recentemente, os defensores sustentaram que o magistrado teria desconsiderado a manifestação favorável do Comando da 4ª Região Militar e questionaram os fundamentos adotados para mantê-lo em Brasília. Contudo, o juiz esclareceu que a logística militar local representa apenas um aspecto administrativo que não se sobrepõe às exigências de segurança pública e ao interesse processual.
Além da questão da transferência, a defesa pediu retificações em relação a notícias veiculadas pela imprensa sobre um suposto pedido de liberdade, alegando prejuízo à imagem do réu. O magistrado esclareceu que o relaxamento da prisão preventiva não foi demandado pelos advogados na ocasião, mas revisado periodicamente por exigência legal do próprio juízo, ressaltando ainda que o Judiciário não controla a divulgação midiática de processos públicos.
O julgamento perante o Tribunal do Júri está agendado para o dia 29 de setembro. Até lá, o coronel permanece recluso em solo brasiliense, aguardando os trâmites finais que antecedem a sessão decisiva no estado de Mato Grosso.















