Inadimplência empresarial e familiar cresce em Mato Grosso e no país
Levantamento aponta que companhias e consumidores acumulam débitos mais antigos, com tempo médio de atraso superior a dois anos.
O cenário econômico nacional registra uma expansão expressiva nos índices de calote tanto no setor corporativo quanto entre as famílias, conforme apontam os registros referentes a junho de 2026. O volume de obrigações financeiras não quitadas por pessoas jurídicas apresentou um incremento de 14,97% na comparação anual, superando a taxa de 12,40% observada no total de companhias negativadas. Esse comportamento evidencia que o agravamento do endividamento ocorre não apenas pela entrada de novos negativados, mas principalmente pela acumulação de novos débitos por parte de negócios que já enfrentavam restrições.
Regionalmente, o Centro-Oeste assumiu a liderança na alta da inadimplência voltada às empresas. O território registrou saltos expressivos tanto no montante de obrigações em atraso, com alta de 19,76%, quanto no número de corporações restritas, que avançou 16,37% em relação ao mesmo período do ano anterior. Especialistas apontam que fatores como a menor diversificação de receitas e o acesso restrito a crédito competitivo tornam os negócios locais mais vulneráveis a oscilações nos custos operacionais.
No segmento das famílias, o panorama nacional é tracionado pelo setor de serviços bancários e essenciais, com milhões de brasileiros adultos lidando com restrições financeiras. O levantamento estatístico demonstra que a duração média dos débitos em aberto já ultrapassa dois anos, alcançando 27,5 meses para o público corporativo e 29,1 meses para os consumidores individuais, o que reflete a dificuldade crônica em limpar o histórico financeiro.
Outro ponto crítico revelado pelos números é a concentração do crescimento das dívidas nas faixas mais longevas de atraso, especificamente entre quatro e cinco anos, que dispararam mais de 38% tanto para empresas quanto para pessoas físicas. Diante desse cenário de fluxo de caixa pressionado, analistas recomendam maior rigor no planejamento financeiro, controle rígido de despesas fixas e monitoramento preventivo de riscos comerciais para evitar o comprometimento da competitividade a médio prazo.














