Habite-se de um ano em Cuiabá gera alerta de custo em MT
Presidente da Fecomércio aponta que prazo de doze meses na capital evita impacto imediato, mas avisa que despesas com adequações serão repassadas.
O setor produtivo de Mato Grosso avaliou como um avanço importante a definição de um prazo de doze meses para que donos de estabelecimentos comerciais regularizem a situação documental de seus pontos de atendimento em Cuiabá. A tratativa ocorreu durante encontro entre lideranças empresariais e a administração municipal na capital, após apreensão generalizada das entidades comerciais com as novas normativas de alvará.
Sebastião Gonçalves, líder da Fecomércio no estado, destacou que o período concedido evita paralisações bruscas nas atividades econômicas locais. Contudo, ele ponderou que a exigência de conformidade traz impactos financeiros expressivos, uma vez que muitas construções comerciais na cidade possuem décadas de existência e demandam reformas estruturais complexas.
Entre as exigências que costumam encarecer o processo de regularização estão projetos específicos de segurança contra incêndio e pânico. Como grande parte do comércio local funciona em edificações alugadas, a projeção é de que os investimentos obrigatórios acabem sendo absorvidos pelos locatários e, consequentemente, repassados aos preços finais de mercadorias e serviços.
A discussão ganhou força devido à rigidez na emissão de alvarás de funcionamento, que passaram a ser atrelados estritamente à regularização imobiliária. Diante do histórico de construções antigas na capital mato-grossense, algumas erguidas há mais de um século, a exigência imediata de certidões era vista como inviável pelo empresariado.
Apesar dos desafios financeiros e da complexidade burocrática envolvida nas adequações urbanísticas, o entendimento firmado entre prefeitura e setor comercial buscou uma alternativa viável. A gestão municipal já contava com instrumentos anteriores de anistia e regularização para edificações consolidadas, buscando agora alinhar fiscalização e viabilidade econômica para as empresas da região.















