Gaeco investiga saque de R$ 150 mil feito por vereadora em Várzea Grande
Relatório financeiro aponta retirada em dinheiro vivo e transferências entre familiares que somam milhares de reais durante investigações em MT.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) identificou que a vereadora Gisele Aparecida de Barros, conhecida como Gisa Barros, realizou um saque de R$ 150 mil em dinheiro vivo no início de 2025. A parlamentar de Várzea Grande é uma das investigadas no âmbito da Operação Cathedra Venalis, que apura um suposto esquema de corrupção e compra de votos relacionado à reeleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal.
De acordo com o levantamento financeiro conduzido pelos investigadores, o inquérito examina denúncias de vantagens financeiras oferecidas a vereadores para garantir apoio político. Nesse contexto, a movimentação atípica da parlamentar chamou a atenção das autoridades após análise de registros bancários de envolvidos no caso.
Conforme o Relatório Técnico nº 146/2026, a vereadora solicitou a reserva da quantia expressiva em espécie junto à instituição bancária e efetuou a retirada dias depois. Como justificativa inicial, informou que os recursos seriam destinados ao pagamento de contas, mas os registros examinados não detalham quais despesas foram quitadas, quem recebeu os valores ou a origem imediata da quantia.
Além da retirada de grande monta, a investigação apontou transferências financeiras entre a parlamentar e integrantes de sua família. O relatório aponta o envio de valores para uma conta vinculada à irmã e à mãe da vereadora, que foi utilizada para a quitação de boletos em nome de Gisele. Outra conta pertencente à sobrinha da investigada também realizou pagamentos de despesas da parlamentar.
O Gaeco classificou as operações como sinais de alerta na análise de inteligência financeira devido à incompatibilidade com o perfil econômico cadastrado e à circulação de recursos entre familiares. A consolidação financeira ainda registrou outras retiradas menores em espécie e movimentações em contas pessoais, embora não haja comprovação, até o momento, de que os valores tenham sido empregados no suposto esquema investigado.















