Dólar sobe 9,15% e atinge maior valor em MT após eleição
Moeda norte-americana fecha cotada a R$ 5,4460 após forte reação do mercado financeiro à vitória presidencial e incertezas fiscais.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou forte reação no mercado financeiro e fez o dólar acumular valorização de 9,15% na primeira semana após o segundo turno das eleições. A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 5,4460, registrando alta de 1,09% em um único dia e alcançando o maior valor de fechamento verificado no ano de 2026.
O movimento reflete a resistência de parte dos investidores à continuidade do governo petista e as incertezas centrais sobre os rumos da economia brasileira no próximo mandato. A projeção de uma vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que havia liderado o primeiro turno, fez com que parcela significativa do mercado direcionasse seus investimentos apostando em um cenário político distinto.
Com o desfecho do pleito no domingo, os agentes financeiros precisaram reavaliar suas estratégias e diminuir a exposição a ativos do Brasil. Essa reviravolta gerou intensa busca pela moeda estrangeira, vista tradicionalmente como um ativo de proteção em momentos de instabilidade institucional e econômica.
Além do resultado das urnas, a apreensão do mercado concentra-se na futura condução da política fiscal, abrangendo o controle das contas públicas, o ritmo dos gastos estatais e a busca pelo equilíbrio entre as despesas e as receitas da União para os próximos anos.
Outro ponto que alimenta a cautela dos investidores é a indefinição sobre a composição da equipe econômica que assumirá o comando no próximo mandato. O mercado financeiro aguarda sinalizações concretas sobre os nomes cotados para pastas estratégicas, como o Ministério da Fazenda, e as diretrizes que nortearão a gestão econômica a partir de 2027.
A dimensão dessa reação ficou nítida logo na primeira sessão após o pleito, na segunda-feira. Naquela ocasião, a cotação do dólar disparou 8,21% para fechar a R$ 5,403, ao passo que a Bolsa de Valores brasileira registrou queda acentuada de 13,88% em um dos pregões mais turbulentos do período recente.
Mesmo com breves momentos de recuperação do real ao longo dos dias seguintes, a moeda americana retomou o fôlego e encerrou o período acumulando a alta expressiva de 9,15%. O episódio evidencia o impacto direto das expectativas políticas sobre os investimentos e mantém em evidência a exigência por compromissos fiscais claros do próximo governo.













