Dívida de R$ 18 milhões gera bate-boca entre cartolas em Cuiabá
Presidentes trocam acusações públicas após cobrança judicial por transferência de atleta ocorrida em 2023.
A cobrança de uma dívida milionária no valor de R$ 18.616.377,46 motivou uma forte troca de acusações entre os principais dirigentes do Santos e do Cuiabá. O mal-estar público começou após o clube mato-grossense cobrar publicamente o montante referente à venda do zagueiro Joaquim Henrique, concretizada no ano de 2023.
Em resposta às cobranças, o comando da equipe paulista classificou o dirigente do time do Centro-Oeste com termos pejorativos, apontando irresponsabilidade. A diretoria cuiabana rebateu o posicionamento, destacando que há uma inversão de prioridades quando o devedor adjetiva publicamente quem tenta receber um crédito oficialmente reconhecido pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas.
O cartola da equipe da capital de Mato Grosso pontuou recentemente a quitação integral de uma punição internacional junto à entidade máxima do futebol, envolvendo cerca de R$ 5,5 milhões pagos com recursos próprios. Na mesma linha de argumentação, lembrou que o adversário paulista acumula sanções administrativas na federação internacional, incluindo proibições de registro de atletas por débitos com antigos profissionais e mecanismos de solidariedade.
A discussão também abrangeu o momento esportivo das equipes e a participação em divisões nacionais, rebatendo ilações sobre a categoria em que a agremiação regional disputa suas partidas. O clube cuiabano reforçou que honra compromissos financeiros mesmo diante de custos elevados e enfatizou que as manifestações ofensivas recebidas serão analisadas rigorosamente pelo departamento jurídico da instituição.
O litígio financeiro evidencia as crescentes tensões nos bastidores do esporte nacional no que tange ao cumprimento de contratos de transferências e ao pagamento de obrigações entre diferentes entidades esportivas do país, mantendo o foco do debate na saúde financeira das equipes.















