Conflitos, traições e operação da PF marcam convenções em Mato Grosso
A reta final da pré-campanha estadual foi repleta de atritos partidários, reviravoltas em alianças e investigações federais de grande repercussão.
O período que antecede o início oficial da campanha eleitoral em Mato Grosso foi marcado por intensas turbulências nos bastidores da política local. As convenções partidárias, destinadas a selar alianças e definir as candidaturas, revelaram profundas rachaduras, disputas internas e episódios de forte desgaste entre lideranças tradicionais do estado.
No União Brasil, a escolha dos rumos da legenda gerou um embate explícito. O senador Jayme Campos viu sua permanência no projeto do partido ser submetida a uma votação interna em formato de plebiscito, após um evento marcado por manifestações de insatisfação, discursos inflamados sobre traição e um placar que favoreceu a adesão à base do governador Otaviano Pivetta.
Outro ponto crítico ocorreu no PL, envolvendo o deputado federal José Medeiros, que contava com a exclusividade de vaga ao Senado na chapa encabeçada por Wellington Fagundes. Uma articulação de última hora com o comando nacional da sigla inseriu a deputada estadual Janaina Riva na disputa majoritária, gerando revolta na ala bolsonarista e prefeitos rebelados no estado. Na mesma legenda, o empresário Marcelo Maluf acabou descartado da vaga de vice de última hora, substituído por Alencar Farina, o que motivou duras críticas públicas à falta de palavra dos dirigentes.
Para coroar o clima de instabilidade, a Polícia Federal deflagrou a Operação Heritage mirando o ex-governador Mauro Mendes, familiares e aliados políticos. A investigação apura um suposto esquema de desvio de trezentos e oito milhões de reais dos cofres estaduais por meio de fundos de investimento, envolvendo crimes contra o sistema financeiro, peculato e lavagem de dinheiro, com repercussão imediata no cenário político mato-grossense.















