Cirurgia de Mohs amplia cura do câncer de pele em MT
Procedimento inovador permite análise laboratorial imediata das margens do tumor durante a operação.
O câncer de pele não melanoma lidera as estatísticas de incidência oncológica entre a população do país. Projeções oficiais apontam que mais de duzentos mil novos diagnósticos surgem anualmente no território nacional, representando quase um terço do total de registros da doença.
Diante desse cenário expressivo, especialistas destacam os benefícios de um método cirúrgico ainda pouco difundido no Brasil. Trata-se da cirurgia micrográfica de Mohs, cujo diferencial reside na capacidade de examinar as margens do tumor em tempo real durante a intervenção médica.
Diferente do modelo tradicional, onde apenas uma fração limitada do tecido extirpado passa por análise patológica, o método especializado permite checar integralmente a área operada. Conforme explica o dermatologista Carlos Alberto Bruno, essa checagem detalhada evita que resquícios malignos permaneçam no organismo.
A dinâmica do procedimento envolve a extração inicial de uma camada milimétrica de pele, prontamente avaliada em laboratório. Caso o especialista detecte vestígios de células doentes, novas remoções acontecem exclusivamente nos pontos específicos que ainda apresentam comprometimento.
Especialistas apontam que a abordagem pode alcançar taxas de sucesso de até noventa e nove por cento em casos selecionados. Contudo, os resultados definitivos dependem de fatores particulares como a localização, o volume e as especificidades biológicas de cada lesão tumoral no estado de Mato Grosso.












