Inadimplência cai em MT e Cuiabá no fim de 2026
Levantamento aponta o primeiro recuo do ano nos indicadores de restrição de crédito no estado e na capital mato-grossense.
O cenário econômico de Mato Grosso apresentou um alívio para os consumidores ao término de agosto de 2026, registrando uma retração de 2,23% na inadimplência em relação ao mês anterior. Os dados levantados pelo SPC Brasil e repassados à Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá assinalam a primeira desaceleração nos índices de restrição de crédito ao longo do ano para o universo de quase um milhão e meio de adultos nessa condição no estado.
Em âmbito estadual, o volume de obrigações financeiras vencidas diminuiu 2,38% no período, embora ainda acumule alta de 8,90% no intervalo de doze meses. O perfil predominante dos devedores é formado por homens, somando 53,42% dos registros, com maior concentração na faixa etária situada entre 30 e 49 anos. O débito médio por pessoa no território mato-grossense alcançou R$ 6.119,63, com um histórico de atraso que gira em torno de 29,5 meses.
As instituições bancárias lideram com folga o ranking de credores, concentrando 54,81% das pendências financeiras no estado, seguidas pelo setor comercial com 21,94%, demais categorias com 10,91%, concessionárias de água e luz com 8,17%, e serviços de comunicação com 4,17%. No tocante à antiguidade das contas em aberto, cerca de 35,70% ultrapassam um ano de atraso, enquanto mais de 40% já superam a marca de três anos.
Na capital, a tendência de recuo também se confirmou, contabilizando aproximadamente 258 mil moradores com restrições cadastrais. A baixa mensal na quantidade de cuiabanos negativados foi de 2,52%, ao passo que o volume de débitos em atraso encolheu 2,95%. Os homens também lideram as estatísticas locais, representando 52,10% dos casos, com idade média de 45,4 anos e maior incidência entre trinta e quarenta e nove anos.
Para a população cuiabana, a dívida média ficou um pouco acima da média estadual, atingindo R$ 6.631,99 por consumidor, com permanência de inadimplência de 30,2 meses. Os bancos respondem por 61,09% das contas não pagas na cidade. O presidente da entidade lojista, Júnior Macagnam, avaliou que o recuo aponta para um esforço de reorganização financeira das famílias e destacou a importância de estratégias voltadas ao diálogo e à facilitação de acordos comerciais.















