Atropelamento em Cáceres: Servidora contesta motorista e cobra investigação

Vítima de acidente em Cáceres contesta alegações de motorista, cobra investigação rigorosa por omissão de socorro e aponta divergências em inquérito.

Por Redação • 03/11/2026 16:44 • 8 acessos
Atropelamento em Cáceres: Servidora contesta motorista e cobra investigação

A técnica judiciária Rosemar da Silva Santos, de 49 anos, formalizou uma representação criminal para contestar a versão apresentada pelo condutor que a atingiu em Cáceres. O atropelamento ocorreu na noite do dia 25 de outubro, nas proximidades da Praça Barão do Rio Branco, após a participação da servidora em uma manifestação de comemoração política. A vítima foi atingida por trás por um veículo Onix branco alugado enquanto caminhava pela via pública acompanhada de uma amiga, sofrendo perda imediata de consciência e ferimentos graves.

Em decorrência do impacto, Rosemar sofreu fraturas na parede anterior e posterior do seio maxilar esquerdo, além de fratura no assoalho da órbita esquerda. Atualmente em licença médica, ela segue em tratamento e aguarda a redução do inchaço facial para que a equipe de cirurgia bucomaxilofacial avalie a necessidade de um procedimento cirúrgico. O socorro inicial foi prestado por populares, que a encaminharam para a Unidade de Pronto Atendimento antes da transferência para o Hospital Regional de Cáceres.

A servidora rebateu frontalmente a declaração prestada pelo motorista Gilmar Aguilhera Prenzler, de 38 anos, à Polícia Civil. O condutor havia afirmado que deixou o local sem prestar socorro porque a vítima e outras pessoas aparentavam estar embriagadas. Rosemar negou o consumo de bebida alcoólica e enfatizou que havia acabado de deixar a comemoração para ir jantar. Para ela, a justificativa serviu apenas para encobrir a ausência de atendimento imediato após o atropelamento.

A vítima também criticou a postura do condutor após o acidente, apontando que ele próprio admitiu em depoimento já a conhecer por vínculos em comum, mas nunca entrou em contato. Segundo o relato, o motorista só foi identificado após diligências policiais. Durante a formalização da representação criminal, Rosemar manifestou insatisfação com a condução da investigação e questionou o fato de a suspeita de omissão de socorro não ter sido incluída inicialmente no procedimento conduzido pela autoridade policial.

O caso continua sob apuração para a conclusão do inquérito na delegacia local, enquanto a defesa da servidora busca que todas as circunstâncias do atropelamento sejam rigorosamente reavaliadas. A vítima reforçou que pretende esgotar os meios jurídicos permitidos para que o motorista responda pelas consequências do episódio, questionando também a forma como elementos de cunho político foram tratados no decorrer da apuração.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Diário de Cáceres e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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