Abilio defende secretário em ato político e cita carga horária em MT
Gestor municipal destacou que membros da administração atuam em fins de semana e períodos noturnos, justificando flexibilidade para agendas partidárias.
O prefeito da capital de Mato Grosso, Abilio Brunini, saiu em defesa da atuação do titular da Secretaria de Educação, Reginaldo Teixeira, visto recentemente em um evento político-partidário durante o período vespertino. Para o gestor municipal, a cobrança de uma jornada de expediente convencional não se aplica aos cargos de primeiro escalão da administração pública.
Durante questionamentos sobre a aparente contradição com diretrizes que vedam campanha durante o expediente, a autoridade municipal pontuou que a rotina de trabalho desses cargos engloba os fins de semana e o período noturno. Como exemplo, o prefeito mencionou visitas a obras aos sábados e domingos ao lado de auxiliares, além de ocorrências emergenciais, a exemplo de furtos de cabos em escolas resolvidos durante a noite.
O chefe do Executivo também argumentou que o secretário acumula funções partidárias, atuando na presidência municipal de uma legenda política, o que exige dedicação a tais pautas. Sob essa ótica, a falta de uma rigidez de horário comercial justificaria a flexibilidade para que o auxiliar participe de compromissos políticos externos.
Apesar da ponderação sobre a jornada ampla, a gestão reforçou que existem vedações rígidas para o ambiente interno dos órgãos municipais. Ficou estabelecido que nenhuma manifestação eleitoral, pedidos de votos ou circulação de veículos adesivados são permitidos nas dependências das secretarias.
A controvérsia surgiu após questionamentos da imprensa sobre a presença do secretário em atividades político-partidárias durante a semana. A administração municipal mantém a postura de separar as exigências cotidianas do expediente interno das particularidades inerentes aos cargos de confiança na cidade.












