Pastor investigado por elo com facção morre de câncer em Cuiabá
Religioso era investigado por suposta intermediação de recados para detentos da Penitenciária Central do Estado.
O pastor Nivaldo de Almeida faleceu neste sábado, na cidade de Cuiabá, em decorrência de complicações provocadas por um câncer. O religioso estava sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso após ser apontado como um dos alvos da Operação Fariseus, deflagrada em julho deste ano para apurar supostas ligações de sua família com o Comando Vermelho.
As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima que apontava o suposto uso de um projeto religioso para facilitar a entrada de familiares na Penitenciária Central do Estado. A corporação suspeitava que as atividades de evangelização servissem como fachada para intermediar a comunicação entre presos e pessoas em liberdade.
Durante as diligências autorizadas pela Justiça, os policiais analisaram registros financeiros, imagens, vídeos e conversas que indicavam contatos com detentos e movimentações de dinheiro consideradas atípicas. O inquérito também reuniu fotografias em que o religioso aparecia portando armas de fogo em viagens ao Rio de Janeiro e ao lado de membros da facção criminosa.
Apesar das suspeitas levantadas pela polícia, o avanço das apurações indicava que a suposta entrega de telefones celulares dentro do presídio ainda não havia sido comprovada pelas autoridades. Como desdobramento da operação policial, Nivaldo e outros investigados sofreram restrições judiciais temporárias que os impediam de entrar em unidades prisionais do estado sob o pretexto de prestar assistência religiosa.
O falecimento do pastor ocorreu em menos de dois meses após a deflagração da operação policial, período em que ele seguia realizando tratamentos médicos na capital mato-grossense para combater a doença. Até o momento, detalhes sobre o velório e o sepultamento não foram divulgados pelas fontes oficiais.














