Lei eleitoral travou prisão de serralheiro por morte de professor em Cuiabá

Serralheiro de 26 anos confessou participação no homicídio e indicou onde o corpo foi abandonado após ser confrontado com provas técnicas.

Por Redação • 09/10/2026 08:25 • 7 acessos
Lei eleitoral travou prisão de serralheiro por morte de professor em Cuiabá

A restrição imposta pela legislação eleitoral brasileira foi o motivo determinante para que a polícia não efetuasse a captura imediata de um serralheiro investigado pelo homicídio de um professor ocorrido em Cuiabá. O caso, que gerou grande repercussão no estado de Mato Grosso, teve novos desdobramentos após a conclusão do período em que as regras de proteção a eleitores vigoram no país.

De acordo com os esclarecimentos prestados pela autoridade policial responsável pela investigação, o suspeito de 26 anos não pode ser detido durante os dias que antecederam o pleito e nas horas seguintes ao seu encerramento. O impedimento tem respaldo legal no artigo 236 do Código Eleitoral, que proíbe qualquer tipo de prisão ou detenção de eleitores, salvo em situações específicas de flagrância, condenação por crime inafiançável ou descumprimento de salvo-conduto.

Assim que o prazo de restrição legal se esgotou, as equipes de segurança planejaram o momento tático mais adequado para cumprir a ordem de captura. A ação foi deflagrada enquanto o investigado exercia suas atividades laborais na região do Manso, resultando na sua localização e condução para a delegacia especializada.

Durante o interrogatório formal, o serralheiro inicialmente negou qualquer participação no sumiço e morte do educador Breno Humberto de Moraes, de 25 anos. No entanto, diante de evidências técnicas robustas coletadas pelos investigadores e de depoimentos de testemunhas que confirmavam o vínculo entre ambos, o suspeito mudou sua postura e admitiu o envolvimento no crime.

Após confessar a autoria, o homem guiou os policiais civis até uma região de mata situada no bairro Novo Mato Grosso, no município vizinho de Várzea Grande, onde o corpo havia sido descartado. Conforme relatado pela equipe policial, o investigado permaneceu sem demonstrar qualquer sinal de arrependimento ou remorso ao longo de todo o procedimento de oitiva.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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