Rebanho bovino cai em MT
Redução no número de matrizes impacta diretamente a reposição de animais e limita a produção de bezerros na pecuária do estado.
A pecuária de Mato Grosso fechou o levantamento de 2026 com um total de 31,12 milhões de cabeças de gado, o que representa uma contração de 1,62% frente ao período anterior. Os números refletem o balanço obtido durante a campanha de atualização cadastral conduzida em maio deste ano, apontando que a diminuição decorre primariamente da baixa quantidade de fêmeas remanescentes nos pastos.
Enquanto o estoque de machos se manteve praticamente inalterado, a categoria feminina sofreu uma retração de 2,52%. A faixa de fêmeas jovens com até 24 meses registrou 7,63 milhões de indivíduos, queda de 3,60%. Já o grupo com mais de 24 meses recuou 1,83%, totalizando 12,14 milhões de cabeças, patamar mínimo para essa parcela do plantel desde o ano de 2014.
Esse cenário é resultado direto do alto volume de matrizes enviadas para o abate em temporadas passadas, estratégia comercial adotada pelos criadores diante do panorama econômico recente. Com menos fêmeas aptas à reprodução, a chegada de novos bezerros continuará restrita, desacelerando a recomposição total dos animais na região.
Apesar da retração estatística, a unidade federativa permanece na liderança nacional da produção bovina, mantendo relevância estratégica para frigoríficos e agentes do agronegócio. Os indicadores anuais funcionam como bússola para antecipar os próximos ciclos produtivos e a oferta futura de gado para reposição no mercado.














