Cansaço e falta de ar sinalizam doença cardíaca grave em Mato Grosso

Especialista em cardiologia detalha os riscos da condição conhecida como coração fraco e reforça a necessidade de diagnóstico precoce.

Por Redação • 10/07/2026 09:10 124 acessos
Cansaço e falta de ar sinalizam doença cardíaca grave em Mato Grosso

Sintomas persistentes como exaustão sem causa aparente e dificuldade para respirar podem representar indícios de uma condição médica grave que afeta o funcionamento do órgão central do sistema circulatório. A médica cardiologista Geovanna Schauren, que atua no Hospital Central de Alta Complexidade em Cuiabá, esclarece que o problema ocorre quando o músculo cardíaco perde a eficiência necessária para impulsionar o sangue adequadamente pelas artérias, deixando o organismo desassistido em suas demandas básicas.

Entre as manifestações mais comuns do quadro estão a fadiga frequente, a falta de ar e o acúmulo anormal de líquidos em diferentes regiões do corpo, resultando em inchaços visíveis, especialmente nos membros inferiores. Conforme a especialista, nos estágios iniciais o próprio corpo tenta compensar a falha, mas com o passar do tempo a respiração comprometida e o cansaço tornam-se perceptíveis mesmo durante momentos de descanso. O acúmulo de fluidos também pode atingir os pulmões, provocando o edema pulmonar, que figura entre as causas mais frequentes de hospitalização.

O desenvolvimento dessa enfermidade costuma estar associado ao histórico de outras patologias descontroladas, a exemplo de diabetes, hipertensão arterial, taxas elevadas de colesterol e obesidade. Além disso, episódios prévios de infarto ou disfunções nas válvulas do órgão podem desencadear o quadro clínico, tornando imprescindível a avaliação profissional diante de qualquer indício suspeito. O acompanhamento regular com um cardiologista é indispensável para estabelecer o diagnóstico correto e definir a conduta terapêutica mais adequada para cada paciente no estado.

As alternativas de tratamento vão muito além do uso de medicamentos, englobando readequações alimentares, sessões de fisioterapia geral e respiratória, e até intervenções cirúrgicas para a colocação de dispositivos específicos. Caso a patologia não receba o devido monitoramento clínico, existe o risco de surgimento de arritmias e de progressão para a falência total do órgão. A médica pontua que o quadro clínico pode se desestabilizar rapidamente, mimetizando os sinais de um ataque cardíaco, o que reforça a necessidade de atenção aos próprios sinais físicos e de assistência médica contínua.

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