Wellington Fagundes evita detalhar alta patrimonial em MT
Parlamentar declarou R$ 681 mil em 2006 e ultrapassou R$ 13 milhões recentemente, mas não especificou empresas e investimentos na entrevista.
O senador Wellington Fagundes (PL) adotou postura evasiva ao ser questionado sobre a expressiva expansão de seus bens desde que ingressou na vida pública. Durante participação no programa MT1, exibido pela TV Centro America, o parlamentar foi confrontado a respeito do crescimento patrimonial que supera a marca de 1.800% no estado de Mato Grosso.
Registros oficiais entregues à Justiça Eleitoral revelam que, em 2006, ao disputar uma vaga de deputado federal, o político informou possuir R$ 681 mil. Apenas quatro anos mais tarde, em 2010, o montante declarado saltou para R$ 7 milhões, representando uma variação de 964%. Nos dias atuais, os documentos indicam uma fortuna superior a R$ 13 milhões.
Durante a sabatina, o entrevistador apontou que tal ritmo de acumulação financeira destoa da realidade da população geral e cobrou explicações. Na ocasião, foi mencionado o livro investigativo 'Os Ben$ Que Os Políticos Fazem', escrito por Chico de Góis, obra que aborda a trajetória financeira de figuras públicas e dedica espaço à atuação do senador.
Em sua defesa, o congressista argumentou que os números refletem meramente a atualização de valores de mercado ao longo de duas décadas. Segundo o parlamentar, bens adquiridos no passado passam por correções naturais de preço, citando como exemplo terrenos comprados há anos que hoje possuem cotação exponencialmente maior.
Entretanto, a justificativa apresentada não elimina a divergência matemática, visto que a multiplicação totalizada aproxima-se de vinte vezes o valor inicial em um intervalo de vinte anos. Além disso, embora informações disponíveis na plataforma DivulgaCand demonstrem investimentos em múltiplos segmentos na cidade e região, o político deixou de detalhar quais empresas estariam sob seu controle ou quais seriam os aportes financeiros realizados.














