Wellington defende pagamento de RGA atrasado em MT
Bate-boca eleitoral opõe propostas sobre o reajuste do funcionalismo público em Mato Grosso.
A disputa eleitoral pelo governo de Mato Grosso ganhou novos contornos neste sábado (5), após um embate público envolvendo propostas de reajuste salarial. O candidato Wellington Fagundes (PL) contestou as declarações de seu adversário, Otaviano Pivetta (Republicanos), a respeito da inviabilidade financeira de quitar valores passados da Revisão Geral Anual (RGA) devidos aos servidores públicos.
De acordo com o candidato do PL, o caixa estadual possui condições de honrar esses compromissos desde que haja planejamento adequado. Ele argumenta que apenas as verbas oriundas do Fundo de Compensação das Exportações (FEX), articuladas por ele no período pós-pandemia, injetaram cerca de R$ 3 bilhões em recursos livres na gestão estadual, montante que superaria a estimativa de R$ 2,9 bilhões necessária para quitar os atrasados.
A resposta surgiu após Pivetta classificar a promessa como economicamente inviável, alegando que a injeção de aproximadamente 20% em perdas salariais acumuladas exigiria cerca de R$ 4 bilhões anuais, comprometendo drasticamente a capacidade de investimento do governo estadual. Em contrapartida, Fagundes reiterou que pretende adotar uma postura de diálogo direto e valorização do funcionalismo.
Além da promessa de quitação financeira, o candidato sinalizou a intenção de implementar mutirões administrativos e destacou que enxerga os trabalhadores do setor público como peças fundamentais para assegurar atendimento de excelência à população do estado, refutando a ideia de que a categoria represente um entrave orçamentário.















