União Brasil projeta chapa sem fundo eleitoral em MT
Legenda chega à disputa com grupo reduzido de candidatos e parlamentar cobra a cúpula partidária por articulações.
A chapa de candidatos à Assembleia Legislativa pelo União Brasil em Mato Grosso enfrenta a perspectiva de disputar o pleito sem verbas diretas do fundo eleitoral. Segundo o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, o financiamento das campanhas estaduais dependerá exclusivamente do compartilhamento de recursos vindos de candidaturas ao Senado ou à Câmara Federal.
Diante desse cenário restrito, a cúpula do partido no estado busca a intermediação do senador Jayme Campos para tentar destravar repasses financeiros. A articulação ocorre após Jayme perder espaço na convenção da sigla e ver sua postulação ao governo estadual ser superada pela movimentação do ex-governador e presidente da legenda, Mauro Mendes.
Além da escassez de recursos, Dilmar apontou falhas estratégicas na construção da nominata e estimou que a legenda deveria ter lançado entre 35 e 40 nomes para a Assembleia Legislativa. O parlamentar rebateu declarações de Mauro Mendes sobre a falta de empenho na montagem do grupo e destacou que convidou diretamente cinco pessoas para concorrer, além de ter sugerido outros nomes à presidência partidária.
A federação União Progressista chega à disputa eleitoral com um grupo enxuto de apenas nove concorrentes, bem abaixo do limite permitido de 25 nomes. A nominata conta com figuras como Dilmar Dal Bosco, Júlio Campos, Sebastião Rezende, Michelly Alencar, Cenira Evangelista, Subtenente Antônio, Sula e Wender Ramon pelo União Brasil, enquanto o Progressistas apresenta apenas Luciene Kayabi, com projeção interna de eleger no máximo duas cadeiras.












