Preços dos combustíveis caem no país mas Mato Grosso registra alta

Levantamento aponta recuo generalizado no país, mas motoristas mato-grossenses enfrentam reajustes repentinos nas bombas.

Por Redação • 17/07/2026 15:45 • 141 acessos
Preços dos combustíveis caem no país mas Mato Grosso registra alta

Os primeiros dias de julho trouxeram um alívio generalizado para os motoristas brasileiros, com a continuidade da trajetória de baixa nos valores dos combustíveis em várias regiões do país. De acordo com o Índice de Preços Ticket Log, o etanol liderou o cenário mais favorável com uma retração expressiva de 2,28% e média de R$ 4,29 por litro. Na sequência, o diesel comum recuou 2,14% e fechou o período cotado a R$ 6,87, enquanto a gasolina comum teve uma queda mais discreta de 0,44%, alcançando R$ 6,77.

Apesar do panorama nacional de retração, o estado de Mato Grosso caminhou na direção oposta, ficando de fora dos destaques positivos e registrando forte alta no biocombustível. O cenário local sofreu uma reviravolta repentina logo na virada do mês, quando postos de abastecimento nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande repassaram aumentos de até R$ 0,60 da noite para o dia, elevando o custo do litro para patamares entre R$ 3,73 e R$ 3,79, após o produto ter atingido mínimas históricas de R$ 3,17 no final de junho.

No panorama nacional, outros estados registraram variações expressivas tanto para reduções quanto para altas. O Mato Grosso do Sul liderou o recuo no diesel comum, com queda de 5,14%, enquanto o Paraná apresentou os menores valores para o insumo. Já no segmento do etanol, São Paulo deteve a menor média do país, com R$ 3,96 por litro, contrastando com Roraima, que registrou o maior valor. Na gasolina, o Distrito Federal se destacou com a maior retração, ao passo que o Amazonas acumulou o maior acréscimo percentual do período.

Especialistas alertam que, embora o atual momento traga fôlego ao orçamento dos condutores, o mercado internacional de energia ainda demanda cautela. Tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio provocaram forte volatilidade no valor do barril de petróleo do tipo Brent, fator que poderá pressionar os custos dos derivados nos próximos meses. Contudo, os analistas ponderam que eventuais reflexos externos demoram a chegar ao consumidor final, mantendo o alívio nas bombas durante esta primeira quinzena.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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