Polícia identifica 10 suspeitos de aliciamento sexual em Comodoro

Investigação aponta que homens adultos utilizavam redes sociais para aliciar menores de 14 anos com mensagens explícitas e pedidos de fotos íntimas.

Por Redação • 22/10/2026 14:04 • 7 acessos
Polícia identifica 10 suspeitos de aliciamento sexual em Comodoro

A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Scutum Innocentia para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro. As diligências tiveram como objetivo principal a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos capazes de comprovar a participação dos alvos nos crimes apurados.

O caso começou a ser investigado em agosto do ano passado, após as autoridades policiais receberem informações de que crianças e adolescentes com menos de 14 anos estariam sendo vítimas de abusos. A análise de dados extraídos de aparelhos telefônicos revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, contendo propostas de aliciamento, solicitações de fotografias íntimas e convites para encontros de cunho sexual.

De acordo com o apurado, os investigados são homens adultos que se aproximavam das vítimas por meio de perfis em plataformas digitais. O contato frequente evoluía para conversas sexuais explícitas, exigência de áudios e imagens íntimas, além do envio de conteúdos impróprios e convites para reuniões que poderiam envolver mais de uma pessoa.

Para tentar dificultar o trabalho investigativo e destruir provas, os suspeitos utilizavam contas de e-mail e linhas telefônicas registradas em nomes de terceiros, perfis alternativos e recursos para apagar mensagens trocadas com as vítimas. Durante os depoimentos, a titularidade de um dos perfis empregados nas comunicações foi atribuída a pessoas diferentes, tornando prioritária a identificação do usuário real.

Na primeira etapa da operação, realizada em outubro do ano passado, mandados semelhantes foram cumpridos contra cinco suspeitos. Na ocasião, eles admitiram, em graus variados, a realização de conversas com as vítimas pela internet, sendo que alguns confirmaram a exigência de fotos e áudios íntimos, enquanto um deles confessou o envio de uma imagem própria com partes do corpo expostas.

Com o avanço das diligências e o aprofundamento das análises, novos suspeitos foram descobertos, resultando na atual etapa da operação. Até o momento, a polícia contabiliza pelo menos dez pessoas apontadas como integrantes da rede criminosa, e os trabalhos continuam para apurar a participação de outros eventuais envolvidos.

Conforme o grau de participação de cada um, os investigados poderão responder criminalmente por estupro de vulnerável e aliciamento de crianças e adolescentes através de meios de comunicação para a prática de atos libidinosos. Outros delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente também poderão ser imputados após a conclusão das perícias técnicas nos aparelhos apreendidos.

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