Pivetta chama CPI da Oi de eleitoreira em Mato Grosso
Governador e candidato à reeleição afirmou que não teme investigações, mas questionou o timing da comissão parlamentar.
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) manifestou oposição pública à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do estado. A comissão articula investigar um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre a gestão estadual e a empresa Oi.
Segundo o mandatário, embora os parlamentares tenham total autonomia para decidir sobre a abertura de investigações, o contexto do calendário eleitoral tira a imparcialidade do processo. Para ele, qualquer procedimento instaurado neste período possui motivação exclusivamente eleitoreira.
A ofensiva na casa de leis ganhou fôlego recente após a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, sob aval do Supremo Tribunal Federal. A investigação federal debruça-se sobre suspeitas de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e desvio de verbas públicas ligadas ao mesmo acordo financeiro.
Até o momento, o requerimento para viabilizar a comissão já contabiliza sete assinaturas de deputados estaduais, restando apenas um apoio para atingir o patamar mínimo exigido regimentalmente. O chefe do Executivo argumenta que a Assembleia dispõe de prerrogativas suficientes para fiscalizar gastos e contratos sem a necessidade de uma CPI neste momento.














