Pecuária de Mato Grosso amplia exportações com menos pastagens
Estado alcançou marca de mais de dois milhões de toneladas em 2025 e atende dezenas de países.
A pecuária de Mato Grosso registrou um salto expressivo na produção e na participação no mercado internacional nas últimas duas décadas, impulsionada por avanços em tecnologia, genética e sistemas intensivos. Os dados foram apresentados pelo diretor executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Daniel Latorraca, durante o evento Pecuária em Pauta, realizado em um sábado.
Conforme as informações divulgadas com base em levantamentos do Imea, IBGE e Secex, o rebanho bovino mato-grossense passou de cerca de 27 milhões de animais em 2005 para aproximadamente 31 milhões projetados para 2026. No mesmo intervalo, o volume de carne bovina produzido saltou de 930 mil toneladas para mais de 2 milhões de toneladas em 2025.
Houve também uma mudança drástica na destinação desse alimento. Em 2005, a maior parte do volume seguia para outros estados brasileiros, enquanto as exportações representavam apenas 13%. Já em 2025, as vendas externas alcançaram 49% da produção total, chegando a 92 países, com destaque para compradores como China e Estados Unidos, além de nações da Ásia, Oriente Médio e Europa.
Outro destaque do evento foi o aumento da eficiência produtiva com a redução da área de pastagens, que caiu de cerca de 26 milhões para 17 milhões de hectares no período. Com isso, a produtividade por hectare avançou de 36 quilos para 119 quilos de carne por ano, refletindo a conversão de terras para a agricultura, sistemas integrados e o abate mais precoce dos animais.














