Peça de Eduardo Moscovis estreia em Cuiabá no MT
Monólogo vencedor do Prêmio Shell aborda os limites da violência e da civilidade em duas sessões no Cine Teatro Cuiabá.
A capital do estado de Mato Grosso se prepara para receber uma das produções teatrais mais premiadas do circuito nacional recente. O monólogo O Motociclista no Globo da Morte, estrelado por Eduardo Moscovis, será apresentado no Cine Teatro Cuiabá no próximo dia 2 de outubro, com sessões agendadas para as 20h e as 22h. Os bilhetes para o público geral custam a partir de R$ 25.
A montagem chega à cidade embalada pelo reconhecimento da crítica especializada. Recentemente, o trabalho rendeu a Eduardo Moscovis o Prêmio Shell de Melhor Ator, considerado a principal láurea das artes cênicas no Brasil e a primeira conquista dessa natureza na carreira do artista. A obra também acumulou indicações em premiações expressivas como o Prêmio APTR e o Prêmio APCA, contemplando tanto a atuação quanto o texto assinado por Leonardo Netto.
Com direção de Rodrigo Portella e dramaturgia concebida por Netto, o espetáculo propõe uma imersão profunda nos limites tênues entre civilidade, comportamento humano e atos de violência. A inspiração para o enredo surgiu após o dramaturgo deparar-se com registros de extrema violência em redes sociais, levando a questionamentos sobre a espetacularização e a banalização desses atos na sociedade contemporânea.
A encenação aposta em uma estética minimalista para concentrar a força narrativa na relação direta entre o artista e a plateia. Segundo a direção, a ausência de elementos cenográficos complexos transfere a atmosfera da obra para a imaginação do espectador, estabelecendo um diálogo íntimo sobre a polarização e a propensão humana a reações extremas em situações cotidianas.
Esta é a segunda experiência de Moscovis em um monólogo teatral ao longo de sua trajetória nos palcos. O ator divide o projeto com uma equipe técnica que inclui nomes como Ana Luzia de Simoni na iluminação, Gabriella Marra no figurino e André Muato na trilha sonora, consolidando um panorama artístico que reflete sobre os impulsos mais sombrios da convivência social na atualidade.













