Operação Janus atinge esquema de estelionato e lavagem de dinheiro em Mato Grosso e outros estados
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a Operação Janus para desarticular um grupo criminoso envolvido em estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais, com ações concentradas em Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso.
A ofensiva também cumpre mandados em municípios como Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de alvos em outros estados, com bloqueio de contas e valores que podem chegar a R$ 160 mil.
Um grupo criminoso investigado por fraudes eletrônicas foi alvo da Operação Janus em Mato Grosso nesta quarta-feira (6), após investigações apontarem um esquema estruturado de estelionato e lavagem de dinheiro que atuava em diferentes estados do país. A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso.
De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias de suspeitos e da indisponibilidade de valores ligados ao esquema. As investigações seguem em andamento.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá e estão sendo cumpridas em Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro. O objetivo é impedir a movimentação de recursos ilícitos e garantir o ressarcimento das vítimas.
Segundo a Polícia Civil, o bloqueio financeiro faz parte da estratégia para enfraquecer a estrutura criminosa e recuperar valores obtidos de forma fraudulenta.
As investigações apontam que o grupo atuava desde pelo menos janeiro de 2024, aplicando o chamado “golpe do terceiro intermediário”, uma fraude em negociações de veículos.
Nesse esquema, criminosos criavam anúncios falsos e intermediavam compras e vendas de forma enganosa, fazendo com que vítimas transferissem dinheiro acreditando em negociações legítimas.
O levantamento identificou que duas vítimas foram lesadas inicialmente, o que levou à descoberta da estrutura criminosa.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que identificou o principal articulador do grupo, responsável pela criação de perfis falsos e pela coordenação das fraudes.
Outros integrantes atuavam como titulares de contas bancárias usadas para receber os valores ou na etapa de lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram rastreados cerca de R$ 160 mil movimentados pelo grupo, que utilizava transferências fracionadas e contas em diferentes estados para dificultar o rastreamento.
As investigações revelaram ainda uma rede financeira complexa, com uso de contas em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram repassados em sequência entre contas diferentes, estratégia conhecida como triangulação financeira, utilizada para ocultar a origem ilícita do dinheiro.
O caso reforça o avanço de crimes de estelionato digital e fraudes financeiras em Mato Grosso e em outras regiões do país, especialmente em golpes envolvendo negociações online de veículos e serviços.
Esse tipo de crime tem se tornado cada vez mais frequente, exigindo atuação integrada das forças de segurança para rastrear organizações estruturadas e operações interestaduais.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pela investigação, destacou que a Operação Janus representa mais uma etapa no enfrentamento a crimes patrimoniais complexos e fraudes eletrônicas.
As autoridades seguem investigando o caso, e novas informações podem ser divulgadas conforme o avanço das diligências e análise do material apreendido.














