Operação Fracta combate facção em MT

Por Everton Plinio Martiny • 28/04/2026 05:49 • 388 acessos
Operação Fracta combate facção em MT

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Fracta com o objetivo de desarticular uma facção criminosa atuante no município de Peixoto de Azevedo e em toda a região norte do estado. A ação faz parte de uma ofensiva estratégica contra o crime organizado e reforça o compromisso das autoridades com a segurança pública no interior de Mato Grosso.

Ao todo, estão sendo cumpridas 24 ordens judiciais, incluindo 16 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, expedidos pela Segunda Vara da Comarca local. As diligências ocorrem simultaneamente em Peixoto de Azevedo, Alto Garças, Várzea Grande e também em Rio Branco, contando com o apoio integrado de diversas unidades policiais.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Peixoto de Azevedo, revelaram uma estrutura criminosa organizada e especializada no planejamento de execuções. O grupo realizava o levantamento detalhado de possíveis alvos, incluindo endereços, fotografias e dados pessoais, além de providenciar veículos e armamentos para a prática dos crimes.

De acordo com as apurações, essas informações eram repassadas a integrantes conhecidos como “mercenários”, responsáveis por executar os homicídios. Os investigados estariam envolvidos em pelo menos duas tentativas de assassinato registradas nos meses de maio e junho de 2025. As vítimas, dois jovens de 20 e 19 anos, foram atingidas por disparos de arma de fogo e, segundo a polícia, pertenciam a uma facção rival.

O delegado responsável pelo caso, Thiago Barros, destacou que a operação busca enfraquecer a atuação do grupo criminoso por meio da prisão de seus integrantes e da apreensão de materiais ilícitos. Segundo ele, a ação representa um avanço significativo no combate às facções e contribui diretamente para a redução da violência na região.

O nome “Fracta”, de origem latina, remete à ideia de “quebrar” ou interromper um ciclo contínuo, em referência à dinâmica criminosa identificada nas investigações. Interceptações apontaram que os suspeitos utilizavam a expressão “engrenagem não para” para simbolizar a continuidade dos crimes, o que motivou a escolha do nome da operação.

A ofensiva integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus e do Programa Tolerância Zero, iniciativas voltadas ao enfrentamento direto das facções criminosas em todo o estado.

Além disso, a ação está inserida no cronograma da Operação Nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa promove a integração das Polícias Civis de todo o país, garantindo uma resposta coordenada e eficiente no combate às organizações criminosas.

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