Max Russi aceita espaço menor e mantém aliança em Mato Grosso
Apesar de ampla estrutura política acumulada nos últimos anos, legenda comandada pelo parlamentar ficou com posições secundárias na aliança.
O cenário político em Mato Grosso passou por movimentações intensas após a consolidação das chapas majoritárias para a disputa eleitoral. O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, ingressou em sua nova legenda com uma estrutura robusta que incluía dezenas de prefeitos, centenas de vereadores e diversos parlamentares estaduais e federais, projetando um papel de forte influência nas decisões do estado.
Contudo, o desfecho das negociações com o Palácio Paiaguás reservou espaço menor para a legenda do parlamentar. A condução do processo pelo governador Otaviano Pivetta e pelo ex-governador Mauro Mendes resultou na priorização de outras forças políticas e limitou a participação da sigla a posições secundárias na aliança governista estadual.
A tentativa anterior da legenda de ensaiar uma candidatura própria ao governo gerou desconforto na base governista e críticas públicas. Diante do desgaste nas tratativas e de sinais de atrito político em torno do comando do Parlamento estadual, a cúpula partidária optou por recuar das pretensões maiores para preservar a unidade da base.
Sem conseguir emplacar nomes para a vice-governadoria ou para o Senado, o grupo aceitou ocupar a segunda suplência na chapa majoritária. Nos bastidores da cidade e entre filiados, o desfecho gerou frustração pelo contraste entre a musculatura eleitoral construída recentemente e o espaço efetivamente conquistado no palanque principal.














