Mato Grosso lidera carne bovina no Brasil com peso recorde em MT

Aumento no peso das carcaças impulsionou o desempenho do estado, enquanto exportações brasileiras desaceleram em setembro.

Por Redação • 24/09/2026 09:59 4 acessos
Mato Grosso lidera carne bovina no Brasil com peso recorde em MT

A pecuária de Mato Grosso registrou um marco expressivo no primeiro semestre de 2026, consolidando a liderança do estado na produção nacional de carne bovina. Levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta que o volume fabricado alcançou 987,23 mil toneladas entre janeiro e junho, superando em 8,88% o patamar registrado no mesmo período do ano anterior.

Esse resultado alçou o território mato-grossense a uma participação de 18,36% em todo o mercado brasileiro da proteína vermelha. O avanço estadual desbancou com margem a média de crescimento verificada no restante do país, que fechou o intervalo com alta de 3,98%.

O grande motor dessa expansão produtiva no estado foi a eficiência zootécnica e o encorpamento do rebanho, especialmente entre os meses de abril e junho. Somente no segundo trimestre, a região entregou 494,18 mil toneladas, alta de 5,03% na mesma base comparativa anual, superando a oscilação discreta de 1,97% no número total de abates industriais.

A explicação para o volume robusto, mesmo com menos animais indo para o gancho, reside na elevação do rendimento por cabeça. O peso médio de cada carcaça subiu 3,69% no semestre, saltando para 272,98 kg, impulsionado pela maior proporção de machos direcionados ao abate.

Em contrapartida ao cenário interno favorável na cidade e no campo, o comércio exterior brasileiro iniciou setembro sob ritmo mais lento. Dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o país exportou 130,31 mil toneladas até a terceira semana do mês, com receita de US$ 819,21 milhões.

A retração nos embarques diários chegou a quase 30% em relação a 2025, penalizada por restrições impostas por grandes compradores internacionais. A China desacelerou as compras após esgotar cotas anuais com incidência de novas tarifas, enquanto a União Europeia aplicou suspensões temporárias, compensadas parcialmente por uma alta de 11,90% no preço médio da tonelada exportada.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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